sexta-feira, 10 de dezembro de 2010

Estupradores, filhos de pessoas influentes de Santa Catarina, deverão ter novo julgamento.

O advogado da garota estuprada pediu anulação da sentença e o Tribunal de Justiça deve marcar um novo julgamento para o caso, ainda sem data prevista. 



Em maio, uma garota de 13 anos, foi estuprada por dois colegas adolescentes de famílias influentes de SC, no apartamento de um deles, filho de um diretor da rede de TV RBS, afiliada da Rede Globo (relembra aqui e aqui).

Segundo a acusação, a adolescente foi dopada e depois violentada pelos dois. Exames de corpo e delito comprovaram o estupro. Saiba de mais detalhes no vídeo abaixo:


O primeiro julgamento conteve irregularidades em benefício dos estupradores, resultando em sentença branda demais, que não faz justiça à vítima.


Em casos de crimes desta gravidade, quando praticado por menores pobres, a pena costuma ser internação no reformatório Centro Educacional Regional São Lucas.

Fonte: Os Amigos da Presidente Dilma

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

O movimento pela qualidade de Gestão

"(...) há ricos e ricos. O rico desenvolvimentista, que produz, forjado a partir de muito esforço e não de benesses e privilégios, este valoriza o trabalho de Lula/Dilma nesses oito anos. Este reflete e sabe da necessidade de uma sociedade mais justa, sabe que este agora é um caminho sem volta e só assim poderemos prosperar ainda mais. Um desses ricos é Jorge Gerdau Johanpetter, o homem do aço, que há duas semanas deu almoço para Dilma em Porto Alegre. Mas isso não saiu nos jornais. Não devia interessar..."
Hildegard Angel,colunista carioca
em 16out2010, via, olhonamira
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O movimento pela qualidade, Gerdau e Dilma


do blog Luis Nassif Online
por Luis Nassif

Estou chegando da premiação da Fundação Nacional de Qualidade (FNQ), na Sala São Paulo. Não fiquei até o fim. Amanhã, acordo às 5 da matina para viajar para Marabá.

Mas deu tempo para um belo contato com os militantes do movimento que mudou a face do país – e uma longa conversa com o pai de todos, Jorge Gerdau.

Coube a ele ainda no Bolo de Noiva convencer o presidente eleito Fernando Collor da importância dos programas de gestão. A partir dessas conversas iniciais, nasceu a própria FNQ e o Sebrae foi remodelado para atender às pequenas e micro empresas.

Depois, no governo FHC, batalhamos juntos para convencer o então Ministro da Administração Luiz Carlos Bresser Pereira a criar o Prêmio de Qualidade do Setor Público. Durante um ou dois anos participei como jurado – aprendendo em toda reunião com os craques da qualidade que também compunham o júri, entre os quais Gerdau.

Os olhos de Gerdau brilham com intensidade quando fala em qualidade no setor público. Lembre que os três governos que abraçaram a bandeira – Eduardo Campos, em Pernambuco, Aécio Neves, em Minas, e Paulo Hartung, no Espírito Santo – venceram as eleições por larga margem.

Na roda, outro membro do movimento fala das diferenças entre eles: 
  • Eduardo Campos: pondo a mão na massa e conduzindo pessoalmente a gestão;
  • Aécio Neves: entrando apenas nas articulações políticas e deixando o dia-a-dia sob o comando de Antônio Anastásia.

Indago de Gerdau sobre sua disposição de aceitar o convite de Dilma Rousseff para ajudar em um conselho presidencial, que opine sobre temas de gestão. Lembro a extrema importância de Nelson Rockefeller que nos anos 50 foi incumbido por Eisenhower da reformar o Estado americano. De seus trabalhos nasceu a moderna conformação do Departamento de Estado, da Agricultura, do Tesouro. Os olhos de Gerdau brilham mais.

Explicou que não aceitou Ministério porque detestaria cuidar de estruturas burocráticas. Considera-se uma mão de obra muito cara para ficar assinando despachos burocráticos. Como membro desse comitê de assessoramento, o jogo é outro. Indago qual o tempo que deixará disponível para os trabalhos de gestão no governo Dilma. A resposta é imediata: "O tempo que for necessário".

A conversa engata com Antonio Maciel, da Suzano – e primeira pessoa a me alertar para a revolução que surgia com os programas de qualidade no início dos anos 90. Há quase um consenso de que os próximos anos poderão ser históricos, a consolidação de bandeiras que vimos defendendo há quase duas décadas – uma das premiações das quais mais me orgulho foi a de ter sido escolhido pelo FNQ, alguns anos atrás, como uma das 25 ou 35 pessoas que mais contribuíram para a disseminação dos conceitos de qualidade no país.

Há consenso de que nem FHC nem Lula tinham grandes aptidões para a gestão – Lula compensando com sua notável intuição, como ressalta Gerdau. Mas Dilma, não, é gestora, objetiva e, para substituir Lula, terá que produzir um grande governo. Há esperanças de que pela primeira vez a questão da gestão pública entre no centro das preocupações do governo e o estímulo ao investimento se transforme em bandeira.
No salão repleto, há um orgulho genuíno com os feitos da qualidade. Numa roda ao lado, um consultor conta que foi conversar com o pessoal da BHP Billiton, a grande mineradora australiana. E eles informaram que o modelo de gestão brasileiro virou top no mundo. A própria ISO (sistema de certificação) foi alterado incorporando conceitos desenvolvidos no âmbito dos programas de qualidade brasileiros.
Hoje em dia, o movimento ganhou outra dimensão. O modelo pioneiro, de mapear processos e reduzir custos já foi superado, incorporando-se definitivamente ao universo empresarial. Agora, o desafio é incutir o conceito de inovação em todas as fases do processo.

No ambiente superlotado, é possível ver grandes empresas públicas, como o Inmetro e a Cemig, grandes grupos privados, como o Laboratório Fleury, Natura, CPFL, Gerdau. Até a hora que fiquei, não se via uma autoridade presente, nem federal nem estadual. Mas em várias todas estavam os pioneiros do movimento e a jovem guarda, os rapazes que pegaram o bastão e levaram adiante.

Quando olho para frente, às vezes dá um desânimo com o tanto de avanços de que o país necessita. Mas quando olho para os não tão longínquos vinte anos atrás, é possível perceber como o país avançou.


A Educação à Distância no Contexto Digital

8º Fórum Brasilianas.org: educação à distância no contexto digital

Por Bruno de Pierro

O fortalecimento da chamada blogosfera tem desenhado um cenário inédito e ainda experimental, caracterizado pela descentralização dos produtores e emissores de informações. Mas a convergência entre as telecomunicações, informática, audiovisual e redes sociais na web, apesar de intensificada, abre novas possibilidades de criação ainda pouco exploradas no Brasil. O arsenal de ferramentas tecnológicas é vasto, mas limitado, e ainda são muitas as dúvidas com relação ao potencial democrático da internet. A oitava edição do Fórum de Debates Brasilianas.org, realizada ontem (08), em São Paulo, procurou discutir esse contexto que se configura na sociedade brasileira, ainda de maneira embrionária.

Para compreender como que as novas ferramentas da cibercultura interferem nas manifestações sociais e nas vidas das pessoas, tanto política quanto culturalmente, o primeiro painel trouxe a participação da professora Andréa Corrêa Silva, da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo.
De acordo com a especialista, a mudança cultural, que acompanha os avanços da web, é representada pelas diversas possibilidades de aplicação, como a criação conjunta, a interação entre usuários e as plataformas de socialização, nas quais o compartilhamento de informações e aplicativos pode se dar pela própria internet.
Silva, que passou ou últimos três anos "vivendo" no mundo virtual para concluir uma pesquisa, destacou o fato das pessoas já não precisarem mais depender do computador pessoal para acessar arquivos, uma vez que há sistemas que permitem acessibilidade de dados de qualquer lugar – num processo de crescente virtualização de aplicativos e softwares. E como esses recursos geralmente estão inseridos em ambientes coletivos, torna-se mais fácil a troca de conhecimentos.

Durante a apresentação, a professora deu exemplos na área da educação à distância para mostrar como os ambientes virtuais podem representar uma revolução marcada, principalmente, pela desestabilização de antigas concepções sobre emissão e recepção de informações – não apenas para o campo da educação, como também para a comunicação.

Silva contou que, em um curso sobre licitação para funcionários públicos, realizado em 1999, cerca de quatro mil alunos se uniram em rede, por meio de fóruns na internet, o que gerou resultado satisfatório. "Vimos a hierarquia ser quebrada. O diretor da empresa falava de igual para igual com os funcionários, e havia uma troca de conhecimentos constante", disse.

Outro exemplo apresentado foi o ushahidi.com, site criado em 2008, no Quênia, para reunir relatos e testemunhos de pessoas sobre incidentes de violência causados após as eleições no início daquele ano. Em um mapa, como o disponibilizado pelo Google, os colaboradores identificavam os pontos críticos de violência, com demarcações na cor vermelha. O Ushahidi já possui 45 mil usuários, e pode ser usado por pessoas do mundo todo, com o objetivo de defender os direitos humanos.

Em relação à educação, a professora da FESPSP destacou o e-learning e o fato do conteúdo ficar dentro de um conteúdo aberto, sem precisar de senha e login ou inscrição. "Pode-se trabalhar com curso aberto, sem precisar de inscrição ou certificado. As pessoas querem aprender, não se dá mais tanto peso para o certificado daquilo que se quer ou não aprender", completou. Foram mencionados também os Open Access Initiative (OAI) e os repositórios institucionais, que visam promover o acesso livre de modo irrestrito a toda literatura científica e acadêmica.

Sobre a regulamentação, a especialista acredita que o Ministério da Educação deva estabelecer parâmetros de avaliação. "Não pode ser só uma fotografia do dia da avaliação, mas um acompanhamento da participação do aluno", disse Silva, que acredita que o MEC deva passar a apoiar o ensino aberto. Um argumento convincente seria o fato de muitas pessoas desejarem entrar numa universidade, mas, por motivos adversos, como distância, locomoção ou idade superior, não poderem ir fisicamente às aulas.

"Dentro do Second Life [rede social que simula, virtual e tridimensionalmente a vida real], há uma ilha onde fazem construção de pontes, pensando na resistência de materiais. Fazem todo o projeto técnico em conjunto entre alunos e professores, o que facilita a troca de conhecimentos", enfatizou a professora. 



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Web deu ao público o controle da informação

A empresária Arianna Huffington, de 60 anos, inicia em 18 de dezembro uma viagem de quatro dias ao Brasil para “aprender sobre sua economia vibrante” e sobre as medidas adotadas pelo País para “reduzir a desigualdade social”. O tema lhe é caro por causa de seu mais recente livro, “Third World America”, em que alerta que a redução da mobilidade social e o declínio da classe média nos EUA vêm dizimando o chamado “sonho americano” e arriscam transformar o país em uma nação do Terceiro Mundo.

A ateniense radicada nos EUA, autora de outros 12 livros – incluindo biografias de Maria Callas e Picasso e obras de autoajuda -, não limitou a discussão da perda de poder dos EUA ao “Third World America”. Ela a expandiu para o fenômeno do jornalismo online Huffington Post, site de notícias e opinião lançado em 2005 e do qual é editora-chefe e cofundadora. No site, conhecido simplesmente como HuffPost, Arianna batizou uma seção com o nome do livro, com a proposta de que os leitores e internautas mapeiem iniciativas sendo empregadas nos EUA para ajudar na recuperação econômica e social do país.

A seção se encaixa na visão de Arianna de que o público não é mais um receptor passivo da informação, um mero espectador. Com a liberdade dada pela internet de poder comentar, interagir, compartilhar e de buscar qualquer conteúdo, as pessoas agora detêm seu controle. “Com o crescimento explosivo da mídia social, nos engajamos com as informações, reagimos a elas e as compartilhamos. Tornou-se algo que compilamos, conectamos e discutimos. Em resumo, as notícias se tornaram sociais”, disse Arianna ao iG.

Essa ideia, somada a 195 empregados, à colaboração voluntária de 6 mil blogueiros – que atraem 4 milhões de comentários por mês – e a um habilidoso uso do SEO (sigla em inglês para “Otimização da Ferramenta de Busca”, que melhora os resultados no Google), transformou o HuffPost em um sucesso do jornalismo online. Atualmente o site só perde em audiência para o do New York Times.

No Brasil, a 28ª mulher mais poderosa do mundo, segundo a revista Forbes, deve se encontrar com a presidenta eleita Dilma Rousseff [a 3ª mulher, leia aqui, e 16ª pessoa mais poderosa do mundo, leia aqui] e com a senadora Marta Suplicy (PT-SP), e participar de um jantar promovido pelo publicitário Nizan Guanaes em São Paulo.

iG: Considerando o sucesso do modelo do HuffPost, qual é o futuro dos jornais tradicionais?

Arianna: Acredito em um futuro jornalístico híbrido em que os jornais tradicionais adotem os melhores elementos do jornalismo online e em que os sites de mídia façam cada vez mais a reportagem investigativa usualmente associada somente às empresas tradicionais. E ao contrário do derrotismo relacionado à mídia como negócio, acredito que vivemos a Era Dourada para aqueles que consomem informação, que podem navegar na internet, usar sistemas de buscas, acessar as melhores histórias de todas as partes do mundo e ser capazes de comentar, interagir e formar comunidades. A Web nos deu o controle sobre a informação que consumimos. E agora o crescimento explosivo da mídia social também está mudando fundamentalmente nosso relacionamento com a notícia. Não é mais algo que aceitamos passivamente. Agora nos engajamos com as informações, reagimos a elas e as compartilhamos. Tornou-se algo que compilamos, conectamos e discutimos. Em resumo, as notícias se tornaram sociais.

[clique aqui para acessar o texto completo]



Fonte: Blog Viomundo - Luiz Carlos Azenha

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